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Orca de Forles
Ao longo do século XX, após a divulgação deste monumento por J. L. de Vasconcelos, foram vários os arqueólogos que se interessaram pelo estudo deste monumento, entre eles o casal Leisner, Irisalva Moita e mais recentemente, uma equipa multidisciplinar composta pelos arqueólogos Pedro Sobral de Carvalho e António Faustino de Carvalho, Vera Caetano e Vera Bacelar que, por iniciativa da Câmara Municipal de Sátão, levaram a cabo o trabalho de escavação e restauro (2020/2021).
Os resultados obtidos na intervenção revelaram uma primeira fase terá ocorrido há cerca de 6000 anos e dois milénios depois volta a ser reutilizado como local de enterramento. É desse período que provém a maior parte do espólio recolhido.
Trata-se de um monumento de câmara poligonal de nove esteios e o corredor médio. A tampa da câmara ou chapéu, profusamente esculpida, possui 55 covinhas e um raro motivo de círculos concêntrico, que, segundo os autores do estudo, este poderá ter sido esculpido num momento anterior à edificação do monumento.
Um achado excecional posto a descoberto com esta intervenção foi um conjunto de sulcos, escavados no afloramento granítico, com pouca profundidade e sem espólio associado, que parecem formar uma grelha e foram executados num momento anterior à construção do dólmen. A sua função é de todo desconhecida.
Um outro aspeto muito interessante é o espólio recolhido das diferentes fases de utilização, com destaque para um fragmento de alabarda em sílex, objeto excecional associado a uma pessoa de grande relevo social.